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O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia

O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia, é um blog de música, de momentos, de memórias, de eventos, de acontecimentos, novidades e reportagem sobre música.

15
Dez15

Modern Love

Elvis

Li ontem um artigo na Maria Capaz pela Tania Gonçalves, que me deixou a pensar. Não foi a critica explicita aos homens que me fez meditar, mas sim por alguma falta de noção dos homens de hoje. Antes uma declaração de principio, acho que não sou nem machista, nem feminista. Eu diria que os homens de hoje, não estão à espera, nem querem a mulher submissa que a Tania fala, uma mulher que lhes faça a cama todos os dias, lhes ponha o jantar na mesa às 8 em ponto, se remetam a lavoures e costura e a acompanhe todas as telenovelas. Os homens de hoje, também já não são aqueles de antigamente, que deixavam a mulher à noite em casa, para sair com os amigos e chegar a casa demasiado bêbados, ou que menosprezavam a sua opinião, pois eles é que sabiam. Os homens de hoje procuram relações de igualdade, daquelas em que há espaço para tudo, onde não há supremacia de sexos, onde o benefício conjunto, se sobrepõe ao benefício individual.

É aqui que eu acho que o artigo realmente falha. Já todos percebemos que as mulheres e homens são seres individuais, que conseguem agir individualmente e têm a sua independência, mas do meu ponto de vista os valores individuais neste inicio do século XXI estão-se a sobrepor aos valores coletivos, não falo só em relação a este tema, falo em sentido mais geral. As relações estão a dar lugar a relações mais individuais, absolutamente descartáveis, vazia de valores, onde o esforço de convivência, de compromisso, da procura do espaço certo para mulher e homem, cada vez existe menos. O que a Tania defende é a supremacia do individualismo, à supremacia do casal. Pois bem Tania, o que deveria defender é o equilíbrio. Nem as mulheres podem tudo, nem os homens. As relações limitam a liberdade individual de cada um, isto é um facto. Se o desejo da sua individualidade, é superior ao desejo de estar com o seu companheiro, se calhar não tem o companheiro certo. No meu caso concreto, eu não vejo limites à minha liberdade individual, porque me auto regulo naturalmente, sem esforço, sem me sentir diminuído. Se prescindo de 3 tardes por semana no ginásio para estar com a minha mulher, é porque quero efetivamente estar com ela em vez de estar a levantar pesos, realiza-me mais!(apenas uma nota há 25 anos que não entro num ginásio, esta frase é só ilustrativa) Se prescindo de ir jantar com os meus amigos para jantar com a minha mulher, prescindo de boa vontade, porque me realiza mais!  Se prescindo de alguns interesses individuais para estar com a minha mulher, prescindo de bom grado, porque isso me realiza mais! Mas, às vezes cada um de nós, faz o que individualmente quer fazer, ir a um jantar ou uma saída, ou ir ao tal ginásio de tarde.

Para não achar que eu sou do contra, estamos inteiramente de acordo nalguns pontos, no que toca ao respeito e no elogio que faz às mulheres. São de facto super mulheres! Têm a sua vida profissional, os seus afazeres em casa, são mães ultra competentes. Mas não se esqueça que cada vez mais, os homens também são super pais, têm a sua vida profissional e repartem os afazeres domésticos com as suas mulheres. Saber balancear os interesses individuais, os conjugais e da família, é uma arte fundamental para alcançar o equilíbrio necessário. Se mulheres e homens procurarem o individualismo da forma como afirma “…não só sabe o que quer como sabe impor o seu querer…” as relações passarão a ser um campo de batalha. No amor, nas relações, não há imposições, não há supremacia, não há submissão, ou melhor, há… mas toca a todos, uns dias imponho eu, noutros dias sou submisso e isso faz parte do equilíbrio.

Acabo com o titulo do seu artigo: Eles são as mulheres da relação? Não sei, diria que eles são os homens da relação, os homens que têm ouvido e vivido as queixas das mulheres ao longo dos anos, que não querem a sua mulher igual às suas mães, que têm mudado e adaptado para ir ao encontro de uma outra visão das relações. Por isso não menospreze, se ele preferir querer estar consigo, aproveite! Uma coisa é certa para isso acontecer, tem mesmo de lá estar. Se vir isto num homem, o equilíbrio na relação, prescinda um tarde no ginásio e aproveite a mesquinhice de estar com ele. Tania, gostei do seu artigo!

 

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