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O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia

O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia, é um blog de música, de momentos, de memórias, de eventos, de acontecimentos, novidades e reportagem sobre música.

07
Dez15

Folhetim #4 - Mrs. Robinson

Elvis

Saiu de casa em direção ao metro, estava a 5 estações de ser uma vez mais o herói dos amigos. Ao longo dos já 3 anos na universidade, nunca teve problemas com a sua consciência, só tinha um objetivo divertir-se, mesmo que isso magoasse os outros. Pelas suas contas mais de 200 raparigas haviam passado pela sua cama, talvez saiba o nome de apenas 20. Nunca se apegou a ninguém porque isso implicaria abrandar no seu estilo libertino de viver. A sua fama era bem conhecida, despertava muita curiosidade nas colegas, amigas que naturalmente se aproximavam dele à procura de

satisfazer a curiosidade. Tinham sempre a esperança de serem elas aquelas que o fariam mudar, que o iriam influenciar de tal forma que não lhes resistiria. O resultado final era sempre o mesmo, ele não mudava, ludibriava-as, usava-as, tornava-as apenas vulgares. A viagem no metro, demora apenas 10 minutos, tempo suficiente para João recordar o beijo inesperado que havia dado numa daquelas carruagens uns dias antes. Sentia-se estranho relativamente a esse episódio, nunca tinha ficado curioso sobre alguém, ele que nem costumava pensar em alguém a não ser ele próprio. Aqueles olhos azuis haviam ficado marcados na sua memória, os lábios doces também, chegou a pensar em procura-la. Pela primeira vez sentiu que precisava de saber nem que fosse o seu nome, ou para onde ia, ou o seu numero de telefone. Nas duas noites anteriores, tentou por tudo, esquecer o episódio no metro, entregando-se nos braços de outras mulheres, mas era impossível, era incontornável andar de metro e reavivar as memórias do único momento de humanidade que teve na vida. Não se sentia bem consigo, não se sentia bem em ser o herói dos amigos, não se sentia bem com outras, queria saber quem era aquela rapariga de olhos azuis.

Chegado ao campus, esgueirou-se para a sala de aula, evitando o bar e os bancos de jardim onde habitualmente se encontrava com os amigos. Não queria ser confrontado, aliás pela primeira vez tomava consciência da imundice do seu ser, estava apoderado pela vergonha dos seus atos. Refugiou-se num canto da sala, tentando passar despercebido. A verdade é que estava a repetir aquela cadeira de urbanismo e pelo andar da carruagem, tão cedo não iria conseguir passar. Apesar de estar mais empenhado, não estava a conseguir concentrar-se o suficiente para conseguir ter boas notas. Este dia era importante, no final da aula iria debater com a professora o trabalho que andava a executar há dois meses e tinha esperança disso mudar um pouco a sua imagem junto da professora Madalena.

João, vamos para o meu gabinete, disse a professora Madalena no final da aula. João seguiu-a pelos corredores, um refúgio perfeito para evitar tudo e todos. Ao entrar na sala, Madalena disse: vamos lá ver o que andou a fazer nestes últimos dois meses, pelo que tenho ouvido, corações tem partido, mas de urbanismo percebe alguma coisa?

João estava surpreendido, até a professora o estava a ajuizar, sabia da sua fama. Respondeu defendendo-se, não parti corações, não enganei ninguém, sou assim, quem vem ter comigo já sabe o que eu sou.  finalizou dizendo e sabe, não me orgulho.

Madalena ficou um pouco supreendida com a resposta e disse: sabe João muitas pessoas constroem uma imagem de mim, muito diferente da real. Acham que eu sou um pouco tonta, que só sou professora porque sou engraçada, tenho belo corpo e que andei a dormir com o reitor. Nunca dormi com o reitor, estou aqui porque gosto muito de ensinar. De facto sou engraçada e tenho um belo corpo principalmente para a minha idade. Vou ser direta consigo, tenho andado intrigada consigo, sobre se o João é homem para me fazer sentir mulher, se me consegue virar ao contrário e me saciar.

João estava atónito com as palavras inesperadas da professora, tanto pensamento na cabeça ao mesmo tempo, não sabia o que fazer ou dizer...

 

a) Assume que a professora o está a testar, para ver se ele tem descaramento de se envolver com ela;

b) Repudia o comportamento da professora e foge, sabendo que isso lhe poderá valer a passagem à disciplina;

c) Aproveita o momento, apesar dos seus sentimentos sobre si próprio, pensa: sempre quis estar com uma professora e posso garantir que passo a urbanismo;

d) Recorda o beijo no metro e confessa-se à professora, explica-lhe como se sente e as duvidas que pairam sobre ele.

 

 

 

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