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O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia

O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia, é um blog de música, de momentos, de memórias, de eventos, de acontecimentos, novidades e reportagem sobre música.

24
Nov15

Dia F 29112013 #3 e Mexfest 2015 #4

Elvis

Os homens sabem de antemão que há um conjunto de assuntos sensíveis para as mulheres, idade, peso, aspeto, são temas que no geral, convém ter uma sensibilidade adicional, ou não! Regresso à noite em que te conheci, depois de te ter abandonado no WC do são Jorge, reencontrámo-nos no coliseu para o concerto

de Savages.

Assistimos ao concerto afastados, nem sei bem onde estavas, mas mal o concerto acabou, fomos ter ao ponto de encontro do costume e lá nos reencontramos, continuamos como até ali, sem trocar uma palavra, estávamos na presença um do outro, mas mudos. Uma vez acabado o concerto íamos circular, talvez passar no são Jorge ver John Grant, lá fomos os 4 eu tu, o B e o N. O B e o N iam mais à frente, eu e tu deixamo-nos ficar para trás e começamos a falar. Creio que as nossas primeiras palavras terão sido banalidades sobre o concerto das Savages, estávamos a subir a avenida aproximávamo-nos de uma das passadeiras para atravessar, não sei como a conversa lá chegou e tu fazes-me duas perguntas. A primeira: achas que eu tenho filhos? A segunda: quantos anos achas que eu tenho? Se há pergunta má para fazer a um homem é para alvitrar um palpite na idade. Ainda tenho presente neste momento, tudo o que passou no meu cérebro para dar resposta a essas duas simples perguntas. Pensei, bom se me estás a perguntar é porque estás à espera de um elogio e esperas que eu ache que não tens filhos. À primeira pergunta respondi quase instantaneamente na cabeça, sim tens filhos. À segunda, fiquei mais indeciso quanto à resposta a dar, na medida em que sabia que me ficaria bem atribui-te uma idade e depois descontar 5 anos. Seria o que um homem prudente faria, mas eu sou do tipo prudente, sou tipo honesto que não mente, mesmo que isso me seja mais conveniente. Ficou verde para os peões, iniciamos a travessia, olhei bem para ti, fixei aquela que eu achava ser a tua idade, não fiz reduções e respondi: Acho que tens filhos e deves ter uns 35 anos. Não tinha nada a ganhar ou a perder, não estava no engate, alias estava longe, muito longe de tudo o que se viria a passar. À minha resposta, tu ficas a olhar para mim e dizes, tenho 34, é incrível, pela primeira vez alguém me deu mais idade do que eu tenho, não tens vergonha de me dar mais idade do que tenho? Pensei imediatamente “bolas, o que custava ter descontado 5 anos, dizias que ela tinha 30 e ela ficava toda contente, mas, não! Resolveste tentar acertar na idade e ainda por cima falhaste, deste-lhe anos a mais”. Ainda te tentei convencer que 34, 35, 36 era quase tudo a mesma coisa, não havia uma diferencia substancial entre 34 ou 35, mas não te convenci, estavas muito ciosa dos teus 34 anos (acabados de fazer), mas este  foi o mote, para uma conversa que se iniciou nesse dia e não acabará nunca.

Não há de facto padrões ou standards pré concebidos quando se trata de encontrar o amor. Reparem, acabo casado e as primeiras impressões que causei foi deixa-la pendurada no WC do São Jorge e a fazer o brilhante elogio de dar uma idade superior à idade real. Não vale a pena pensar e preparar, acontece, quando tem de acontecer.

Recomendo uma ida ao teatro Tivoli, pelas 23:00 do dia 27 de Novembro para assistir ao concerto dos Ducktails. De acordo com a organização não é possível caracterizar o estilo de música dos Ducktails, pelo que o melhor é assistir ao espetáculo e no fim cada uma paz o seu juízo.

 

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