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O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia

O Elvis não morreu, continua vivo e mora numa roulotte na Califórnia, é um blog de música, de momentos, de memórias, de eventos, de acontecimentos, novidades e reportagem sobre música.

04
Nov15

Beatles ou Rolling Stones?

Elvis

Várias vezes ouvi esta música e pensei: Afinal quem és tu? És um Beatle? ou um Rolling Stone? Tens um pouco dos dois? Claro que é impossível estar numa categoria hermeticamente fechada, haverá alturas em que fui mais Rolling Stones, noutras mais Beatles, mas talvez seja nesta última em que me encaixo mais. Há três motivos, para essa ser a minha categoria predominante: primeiro: sonsos. Ora quando olhamos aos 4 Beatles sorridentes numa foto, parecem 4 jovens "lavadinhos" e inofensivos, incapazes de partir um prato (e todos sabemos que não era bem assim). Por outro lado quando olhamos para a dupla Jagger/Richards, são autênticos, não esperamos que sejam uns meninos de coro. Ora, eu também não sou um menino de coro, mas prefiro parecer mais inofensivo do que sou, identifico-me mais com o estilo sonso.

Segundo: A musica em si. Gosto moderadamente dos Stones, prefiro sem duvida os Beatles. Terceiro e último: o legado. Se olharmos à obra que ambos têm, é garantido que marcaram para sempre a história. Mas há diferenças, quantas bandas procuram a sonoridade dos Stones? E quantas procuram a sonoridade dos Beatles? Enquanto os Stones abriram o espetro do rock para ser desenvolvido por outros, os Beatles criaram uma sonoridade tão singular, cujo impacto é muito superior. Grande parte da pop britânica de hoje, continua as pisadas do quarteto de Liverpool. Não estão a desenvolver a sonoridade original, estão a aprimorar, a tentar supera-la, ambicionam chegar lá, mas até agora sem sucesso. Os Stones não proporcionaram um movimento destes, é caso para dizer que os seus discípulos conseguem superaram os mestres, mas nenhum discípulo dos Beatles os superou. Resumiria que os Beatles são uma referência, um exemplo, os Stones um ponto de partida. Gosto das pessoas que marcam e gosto de pensar que posso também de alguma forma marcar a vida de alguém. Pensar que consigo influenciar ou ser influenciado pelos outros e ambicionar superarmo-los, sabendo à partida que é impossível, é algo que me cativa. Não sei bem onde influencio os outros, ou que marcas deixo, mas sei bem as marcas que deixam os que me rodeiam e tocam a minha vida. Por exemplo, ambiciono: igualar a força de vontade de uma atleta, que cumpre todos os deveres com responsabilidade, empenho e rigor, ou ambiciono: ter a humildade de quem faz tudo pelos outros sem exigir nada em troca, de dar abnegadamente a outra face ou de procurar o que quer sem nunca desistir. Só estas duas referências, dão para perceber a grandiosidade de quem me rodeia. Como é óbvio ambiciono mais coisas, mas só igualar estes exemplos já é hercúleo, se somar todos eles, é impossível. Tenho muitos exemplos e referências, há muitos Beatles na minha vida, espero também eu de ser um para alguém.

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